RJ, Rio de Janeiro

Patologias que interferem na escrita — para peritos grafotécnicos

O perito grafotécnico é o profissional especializado na análise da escrita manuscrita e das assinaturas, visando verificar autenticidade, autoria ou possíveis falsificações.

No entanto, esse trabalho não pode se limitar à observação isolada da escrita, sem considerar a pessoa humana por trás do gesto gráfico. Por isso, identificar com precisão como doenças e transtornos psicológicos podem influenciar a escrita é fundamental para uma análise técnica responsável.

Compreender que fatores como estresse, depressão e o uso de psicofármacos podem alterar traços, ritmo e coerência gráfica permite ao perito distinguir variações de origem patológica de tentativas de imitação ou falsificação, garantindo conclusões mais seguras e fundamentadas.

As alterações na escrita podem decorrer de doenças neuromotoras, condições psíquicas ou do uso de medicamentos. Cada causa deixa rastros específicos no traçado que você, como perito, deve identificar e correlacionar com histórico clínico e amostras de controle.

Doenças neurológicas 

Parkinson, tremor essencial (TE), e esclerose múltipla — alteram ritmo, pressão e regularidade das letras. Você observará micrografia em Parkinson, oscilações de pressão em tremor e saltos bruscos em esclerose múltipla.
 Lesões periféricas (paresias, neuropatias) costumam produzir traços fracos, irregularidade na continuidade e variações de inclinação.

Transtornos Psicológicos e Efeitos no Traçado

Transtornos como estresse agudo, depressão e ansiedade impactam ritmo, fluência e coerência da escrita. Em estresse elevado, você pode notar traços acelerados, pressão irregular e letras comprimidas.
Na depressão, geralmente há redução da velocidade, traços mais fracos e diminuição da variabilidade gráfica. A falta de motivação pode causar abandono parcial de letras e assinatura simplificada.
Transtornos de personalidade e episódios psicóticos alteram conteúdo e estilo, mas nem sempre a forma neuromotora —; por isso, é necessário correlacionar com avaliações psicológicas.

O que o perito precisa analisar: 

Impacto dos Psicofármacos na Escrita

Antidepressivos, antipsicóticos e ansiolíticos podem provocar lentificação psicomotora, tremor induzido por medicação e alterações de pressão. Você verá desaceleração generalizada com antipsicóticos e redução de fluência com benzodiazepínicos.


Alguns antidepressivos podem aumentar tremores de ação fina, alterando micrografia e legibilidade. A dose e o tempo de uso influenciam a intensidade do efeito.
Ao analisar documentos, solicite histórico farmacológico e datas de início/ajuste de dose. Correlacione mudanças abruptas na escrita com início ou alteração da medicação para fundamentar seu laudo técnico.

Se aprofunde…

Este artigo abordou o tema de forma introdutória. No entanto, no vídeo com a Dra. Cassiane Martins, psicóloga clínica e neuropsicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, juntamente com o Dr. Jhony Silva, psicólogo clínico pós-graduado em Psicopatologia, você encontra esclarecimentos mais aprofundados sobre as doenças e os transtornos que podem modificar a escrita.

O conteúdo amplia a compreensão desses fatores, oferecendo um panorama mais completo e fundamentado sobre como essas condições influenciam o gesto gráfico.

Quer aprender mais?

Adquirira o E-book da Dra. Cassiane Martins, com um conteúdo aprofundado e direcionado para peritos grafotécnicos que desejam compreender, com mais segurança, a relação entre patologias, transtornos psicológicos e escrita.

Instagram Dra. Cassiane Martins

@psicassii

Instagram Dr. Jhony Silva

@psi.jhonysilva

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